domingo, 10 de julho de 2011

IXI, TÁ SOBRANDO DEDOS...


Temos uma tendência maligna a apontar os erros e defeitos dos outros sem nos atermos ao fato de que somos tão, ou mais defeituosos.

O homem mau e sem valor, é o que anda com a perversidade na boca, acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos. No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
Provérbios 6:12-14

A mulher flagrada em adultério, Jo.8: 1a11 – Uma mulher pega em adultério (ninguém levou o homem que estava com ela) apontada pela multidão. As pessoas trouxeram-na à presença de Jesus para que Ele a sentenciasse ao apedrejamento, pois assim mandava a Lei. O que não esperavam era que Jesus fosse lhes pedir para que eles mesmos executassem a sentença, neste momento ficou patente a hipocrisia, o parâmetro dado por Jesus para jogar a primeira pedra era o de que o atirador não poderia ter pecado.
Quando todos foram embora Jesus começou o processo de transformação daquela mulher: "Nem Eu também te condeno, vai-te e não peques mais".   

Tudo o que precisamos é ouvir uma voz que traga com ela a possibilidade do perdão, do consolo, do conserto, da nova oportunidade. Não da acusação, da mentira, do abandono, do deixar morrer, do dificultar a vida do outro para que ele afunde. 
Muitas vezes temos à nossa volta uma multidão de condenadores, pessoas que não têm a mínima condição de nos julgar, mas pelo prazer de nos ver sofrer humilhações, nos expõem ao ridículo. Sem nenhuma misericórdia nos detonam. 
São os verdadeiros "macacos se assentando sobre o próprio rabo".

Zaqueu, que subiu numa árvore para ver Jesus, Lc.19:1-10 – Um cobrador de impostos, apontado pela multidão como um pecador. Um homem odiado pelo trabalho que fazia e pelo que fazia no trabalho.
Mas Jesus o viu e chamando-o pelo nome disse: "Zaqueu, desce depressa porque hoje me convém pousar em tua casa."
Mais uma vez a hipócrita multidão se levanta e diz: "Entrou para ser hóspede de um pecador".
Dou graças a Deus porque somente o homem olha o exterior. Somente homens e mulheres querem os limpos e cheirosos. Querem o letrados, os diplomados, os de fala difícil, os pomposos. Somente os seres humanos querem quem os trate todo o tempo de “meus senhores, minhas senhoras”.
Mas Jesus, não. Jesus chama de amigo. Ele é o irmão, o amigo, o companheiro de viagem. Ele olha o coração do homem. Creio que Ele chora, mas Ele nos aceita como somos.

Meu Deus, como é duro agüentar a multidão!
Porém, o pior, é quando esta multidão está dentro da própria igreja.
São os travestidos de crentes, que vivem uma vida de aparências, colocando o dedo no nariz dos outros, quando deveriam apontá-lo para os seus próprios.
São pessoas que se auto denominam santos, ou são pastores, ou ainda líderes, que, se olharmos para a aparência exterior até nos convencem de que são de fato santificados, separados. Mas são sepulcros caiados, maquiados, bem vestidos, mas podres interiormente.
Estas pessoas cercam-se de seres menos inteligentes, menos pensates, menos capazes, que dizem amém para tudo. Elas vão atrás da aparência, da beleza, da pompa, da fama.

Maria vai com as outras.
Elas não podem dizer que não sabiam, terão que dizer que não procuraram saber a verdade. São as “Maria vai com as outras”.
São pessoas que não procuram “Zaqueu” e muito menos a “adúltera”. Elas preferem acreditar no que a lei diz. Os homens que trazem as pedras nas mãos são geralmente os homens que detêm o poder de ensinar. São os doutores nisso, naquilo, menos no que importa de verdade. E seus companheiros não querem saber a verdade, porque isso implica em tomar partido de forma consciente. Elas se tornam cúmplices de obras pecaminosas, por omissão ou por busca de vantagem. Pelos cargos (que dão impressão de santidade), pelo que podem fazer e aparecer.
Suas reuniões são legalistas, cheias de leis e regras. Os amigos e amigas se encontram e os gritinhos, os risinhos, os tapinhas nas costas não sobrevivem à primeira decepção.
São grupos onde não existe o “na angústia se faz o irmão”. O que vigora é o, na angústia, “pernas para que te quero”!
Basta esperar para ver.

3 comentários:

  1. Querida irmã Sandra, saí de uma igreja porque o pastor parecia um político. A mulher dele queria ser a primeira dama, soberba demais, metida e inconveniente.
    Gostaria muito de estar na mesma cidade da senhora para ser sua ovelha de novo. Jamais me esqueço tudo o que aprendi com a senhora. Um grande abraço.

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  3. Adriana T Carnielli
    Amada eu também recebi hoje um e-mail nada agradável. Mas creio que o Senhor Deus têm poder para transformar seu caos em paz e seu conflito em vitória. Sim ficamos decepcionados, abatidos, porém jamais vencidos em Cristo, te amo ...

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